Aspectos da conservação sobre as comunidades de peixes de riachos na Reserva Biológica de Sooretama.

Nome: Maria Cecília Sily Mendonça
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 03/07/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Leonardo Ferreira da Silva Ingenito Co-orientador
Luiz Fernando Duboc da Silva Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Karla Gonçalves da Costa Examinador Externo
Luisa Maria Sarmento Soares Filho Examinador Externo
Luiz Fernando Duboc da Silva Orientador

Resumo: As atividades antrópicas vêm exercendo consideráveis impactos aos ambientes de água doce, tanto de pequenos córregos como nos maiores rios, sendo as comunidades de peixes uma das mais suscetíveis. A Reserva Biológica de Sooretama com uma área de 27.858,68 hectares está situada no centro-leste do estado do Espírito Santo - Brasil, sendo o mais importante remanescente florestal do bioma Mata Atlântica. Uma grande variedade de pequenos peixes de riacho habita os córregos protegidos pela reserva. E faz-se necessário hoje que estes corpos d’água tenham uma atenção especial principalmente em suas porções externas a reserva. O objetivo desse estudo é caracterizar a ictiofauna dos ambientes protegidos e desprotegidos de córregos pertencentes à reserva biológica de Sooretama, assim como a integridade dos hábitats nos córregos Cupido, Rodrigues, Paraisópolis e rio Barra Seca. Os dados primários foram obtidos por coletas intensivas entre os meses de maio de 2015 a abril de 2016. O estudo foi realizado com base em seis pontos de coleta totais, destes, dois eram pontos internos protegidos pela reserva, dois pontos externos desprotegidos e mais dois pontos extras um no rio Barra Seca e outro no córrego Cupido. A qualidade ambiental foi interpretada através do “Índice de Integridade do Hábitat” (IIH) e complementada pela medição de fatores abióticos, e análise de sedimento. Foram capturados 3.364 indivíduos, divididos em 6 ordens, 13 famílias e 26 espécies. Aproximadamente 58,88% dos exemplares capturados pertencem à ordem Cyprinodontiformes, 20,06% à ordem Labriformes (675 exemplares), 17,50% à ordem Characiformes (589 exemplares), 3,47% à ordem Siluriformes (117 exemplares), 0,02% às ordens Gymnotiformes e Synbranchiformes (1 exemplar). As análises quali-quantitativas sobre as comunidades de peixes sugerem ambientes degradados externos a UC, que de alguma forma podem estar afetando estes mesmos remanescentes em suas porções internas a reserva. Algumas medidas de proteção podem ser estudadas para poder conter o avanço da degradação nestes corpos hídricos.

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