Composição e distribuição dos Brachyura (Crustacea: Decapoda) no interior do manguezal do Rio Itaúnas-ES

Nome: Carmen Giselle Martins da Silva
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 31/08/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Mônica Maria Pereira Tognella Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Karla Gonçalves da Costa Examinador Externo
MARIA CECILIA MARTINS KIERULFF Examinador Interno
Maurício Hostim Silva Suplente Interno
Mônica Maria Pereira Tognella Orientador

Resumo: O objetivo deste estudo foi identificar a composição e a diversidade dos Brachyura (Crustacea: Decapoda) ao longo do rio Itaúnas, além de descrever a estrutura da vegetação nos pontos amostrados. As coletas foram realizadas, de acordo com o gradiente de inundação e salinidade, buscando amostrar nas diferentes fisionomias da floresta de mangue. Para isto, foram definidas cinco áreas amostrais que estão distribuídas da foz em direção a montante do rio e situadas entre as coordenadas 18º 28’ 33.4” S e 39º 43’ 23.5” W (Área 1 - Guaxindiba) e 18º 33’ 36.4”S; 39º 43’ 57.3”W (Área 5 – Maria Chuchu), todas no Parque Estadual de Itaúnas. No total, foram coletados 339 indivíduos pertencentes a três Famílias, distribuídos em sete Gêneros e 13 espécies. A família mais representativa em número de espécies foi Ocypodidae com oito espécies. As espécies Ucides cordatus, Aratus pisonii, Uca rapax e Goniopsis cruentata ocorrem em todas as áreas amostrais. A salinidade foi medida em todas as áreas e variou de zero a 39. A estrutura da vegetação foi analisada pelo método de parcelas onde se fez a amostragem da fauna. A altura média das florestas variou de 4 a 7,20 metros, com exceção do ponto 3, onde ficou em torno de 1,5 metro, sendo esse bosque classificado como juvenil. A espécie Laguncularia racemosa esteve presente em todos os pontos amostrados, dominando em área basal em todas as florestas exceto na área 1. No interior de cada parcela delimitada foram feitos amostragens da fauna de Decapoda e determinação da abundância de tocas por meio de quadrats sorteados ao acaso (N = 10). Estes quadrats tiveram a área delimitada com amostrador em PVC com área na porção interna de 1 m2, onde foram contados o número de tocas presentes. As tocas amostradas foram diferenciadas por gênero. Dos caranguejos presentes e com domínio nos manguezais foram diferenciadas as tocas do Ucides cordatus das demais tocas. Em cada área, foram contadas entre 500 a 1500 tocas (abundância absoluta), sendo a dominância das tocas para as espécies do gênero Uca. Os pontos 3 e 4 apresentaram os maiores abundâncias de tocas, 1400 e 1500, respectivamente, e correspondem as florestas com maior densidade de árvores. Uca maracoani teve registro de ocorrência apenas no ponto 1 (riqueza = 8) com maior salinidade e Uca victoriana apenas no ponto 5 (riqueza = 7), local que registrou a menor salinidade. A espécie Uca cumulanta foi a mais abundante do Gênero Uca e teve sua ocorrência registrada nos pontos 1,2, 3 e 4. O ponto 3 apresentou maior riqueza de espécies (N = 11), provavelmente por ser área de colonização recente, o que permite que várias espécies ocupem a nova área disponível. Este estudo registrou apenas a espécie Eurytium limosum como não sendo observada por ocasião da elaboração do Plano de Manejo do Parque Estadual de Itaúnas. A riqueza de espécies de Decapoda deste estudo é similar a outros manguezais brasileiros.

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