CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DA POPULAÇÃO DE MICOS-LEÕES-DE-CARA-DOURADA (Leontopithecus chrysomelas) INTRODUZIDOS EM NITERÓI

Resumo: Em 2002 foram observados pela primeira vez indivíduos de L. chrysomelas em um fragmento de Mata Atlântica em Niterói, RJ. Os micos-leões-de-cara-dourada não ocorrem naturalmente no Rio de Janeiro e os indivíduos em Niterói foram acidentalmente soltos na área. Essa mata está localizada na região de distribuição original de L. rosalia e a introdução de outra espécie de Leontopithecus pode comprometer a sobrevivência dos micos-leões-dourados que ocorrem nas regiões vizinhas. Em 2011 o Instituto Pri-Matas iniciou a captura e a translocação dos micos-leões-de-cara-dourada para uma floresta na Bahia, dentro da área de distribuição original da espécie. Entre junho de 2012 e abril de 2015 foram capturados 101 grupos (555 indivíduos) e, destes, 49 (293 indivíduos) foram translocados. Informações recentes sobre a origem dos micos-leões-de-cara-dourada invasores sugerem que a população de Niterói foi formada a partir de apenas dois grupos familiares soltos na área, entre quatro e oito indivíduos. Populações pequenas, com poucos fundadores, podem ser afetadas pela consanguinidade e deriva genética, que causam o aumento da homozigosidade, favorecem a expressão de genes recessivos deletérios e provocam uma diminuição na capacidade de sobrevivência e adaptação. O objetivo desse projeto é analisar a variabilidade genética dos micos-leões-de-cara-dourada invasores em Niterói visando um futuro manejo da população translocada para a Bahia. Além disso, os grupos capturados em Niterói são maiores que o normal e em vários foram observados mais de uma fêmea reproduzindo. A análise proposta pode ajudar a entender o parentesco dentro dos grupos e verificar se mesmo em grupos tão grandes, com 10 a 17 indivíduos, a paternidade é monopolizada por apenas um macho. Uma caracterização genética da população em Niterói e uma comparação com outras populações nativas poderão indicar, também, quais populações na natureza são geneticamente mais próximas ou diferentes da população translocada, para um futuro manejo dessas populações.

Data de início: 2015-08-03
Prazo (meses): 48

Participantes:

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Coordenador Ana Paula Cazerta Farro
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