Propagação fotoautotrófica in vitro e potencial bioindicador de metais pesados de bromeliáceas no Espírito Santo

Resumo: O nível crescente de dejetos poluentes em áreas urbanas é cada vez maior. Atualmente há a preocupação de como monitorar os níveis desses dejetos para que eles não se tornem acima do tolerável a população. Dentre os dejetos frequentemente encontrados estão os metais pesados, poduzidos devido à várias ações antrópicas. O emprego de plantas nativas utilizadas em ambientes urbanos como bioindicadoras pode ser uma alternativa viável. Algumas espécies de bromélias já mostraram grande potencial como bioindicadoras de poluição, contudo os trabalhos publicados foram realizados em condições de campo, os quais vários fatores podem influenciar nas respostas das plantas. O principal método é a quantificação dos metais nas plantas, sem relacionar com a questão fisiológica ou anatômica das plantas sob a condição imposta. As bromélias Aechmea blanchetiana e Alcantarea imperialis são muito empregadas em jardins e projetos paisagísticos devido ao seu efeito ornamental. Essas bromélias são normalmente propagadas por meio de sementes ou brotos laterais coletados de plantas adultas, o que não atende a demanada requerida pelo mercado. Assim, o projeto propõe o emprego da cultura de tecidos para a propagação dessas espécies, contudo o enfoque não será apenas na propagação in vitro, mas também na possível utilização dessas espécies como bioindicadoras de poluição (metais pesados). Inicialmente as bromélias serão propagadas in vitro, porém, pretende-se produzir plantas com qualidade morfofisiológica por meio do cultivo fotoautotrófico ou fotomixotrófico. Análises de crescimento, anatômicas e fisiológicas envolvendo o aparato fotossintético serão realizadas para verificar como as condições in vitro influenciam nessas características. Por meio destes resultados, um segundo passo será dado. As plantas com qualidade morfofisiológica comprovada serão usadas nos experimentos com metais pesados. As análises serão realizadas em condições controladas (in vitro) para que outros fatores não influenciem nas respostas obtidas. Com os resultados coletados in vitro, análises serão realizadas ex vitro para confirmar esses resultados, além de analisar a interação com outros fatores externos (luz, temperatura, etc). Análises que permitem verificar as alterações fisiológicas e anatômicas dos orgãos vegetativos serão utilizadas. Será possível por meio dos resultados obtidos o desenvolvimento de um protocolo mais dinâmico de propagação dessas espécies e a utilização de Aechmea blanchetiana e Alcantarea imperialismais voltada para questões ambientais.

Data de início: 2015-05-01
Prazo (meses): 36

Participantes:

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Pesquisador Antelmo Ralph Falqueto
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